Arte abstrata e o Brasil

Falaremos do surgimento, algumas características gerais e sobre o marco de estabelecimento do estilo no Brasil.


O Surgimento da arte abstrata


Nasce na Europa paralelamente às vanguardas da virada do século XX.

Pioneiro do movimento abstracionista, o artista russo Wassily Kandinsky revolucionou a arte rompendo com os modelos estéticos impostos pela academia.

Em 1910, pintou a Primeira Aquarela Abstrata e em paralelo, produziu a série Improvisações (1909-14).

Estas obras criam imagens não-figurativas, também podendo ser lidas como "não representacionais da realidade".


"Primeira Aquarela Abstrata" (1910) e à direita "Desfiladeiro" (1914) da série improvisações



Duas vertentes estéticas foram muito presentes dentro do estilo


Lírica (ou informal): muito influenciada pelo expressionismo e fauvismo, tem suas bases na subjetividade dos sentimentos, sensações e do subconsciente, também valoriza á intuição e a liberdade artística.


Jackson Pollock "Ritmo de Outono, No. 30" (1950)



Geométrica: teve inspiração no futurismo e cubismo, é caracterizado pela racionalidade, reflexão intelectual, uso de formas geométricas, além de linhas e cores organizadas.


"Composição II em Vermelho, Azul e Amarelo" Piet Mondrian (1930)




O marco no abstrato brasileiro


Chegou no Brasil em meados da década de 20, porem, se estabeleceu depois da década de 50 com a I Bienal de São Paulo (1951) sediada no MAM/SP (Museu de Arte Moderna de São Paulo).

Alguns dos artistas brasileiros que representaram o gênero foram: Antonio Bandeira, Hélio Oiticica, Ivan Serpa, Iberê Camargo, Manabu Mabe, Lygia Clark, Alfredo Volp, Waldemar Cordeiro.


*Curiosidade: foi a primeira vez que obras de Pablo Picasso e René Magritte estiveram no Brasil.



Antônio Bandeira


Nascido no Ceará (1922-1967), foi um dos precursores da pintura abstrata no Brasil, também tendo grande aceitação do exterior.

O pintor e desenhista foi um dos fundadores do Centro Cultural de Belas Artes (CCBA) e Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP, em Fortaleza.

Participou de importantes eventos entre 1947 e 1948, como o Salon d'Automne e o Salon d'Art Libre.

A partir da década de 50 intensifica a abstração lírica, incorporando gotejamentos e respingos de tinta.

Buscava um jogo livre de linhas harmonizado por formas coloridas.


Eclipse (1954) A. Bandeira

Paisagem Branca (1959) A. Bandeira


Panorama (1962-1964) A. Bandeira


*Curiosidade: Em 1953 Antônio Bandeiro foi convidado a criar a arte para o cartaz da 2ª BIENAL DE SÃO PAULO, uma das mais icônicas e lembradas edições.




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