5 Traços marcantes da obra de Magritte


O Belga René François Ghislain Magritte (1898-1969), foi um renomado Surrealista, trazia para suas obras um caráter bizarro tirando elementos cotidianos da banalidade, provocando profundamente o olhar do expectador.



1 - Chapéu Coco


Constantemente representava a peça "Chapéu de Coco", que foi usada em algumas de suas mais significativas telas. Sua obra mais lembrada "O Filho do Homem" é um claro exemplo disso .


rene magritte
"O Filho do Homem" (1946) – óleo sobre tela R. Magritte
O que originalmente foi encomendado apenas como um  autorretrato, acaba por se tornar algo muito mais instigante. 
A negação da função tradicional de um retrato.
Seria uma provocação?









Da esquerda pra a direita: "Golconda" (1953), "Canção da Violeta"(1951) e "Decalcomania" (1966).


2 - Mistério


Era comum que Magritte não mostrasse (ou pelo menos não completamente) a face de suas figuras humanas em seus retratos.

Além disso podia mostrar apenas um pedaço pequeno daquilo que retratava, ou ainda distorcer jogando com posicionamento e luminosidade.


De cima pra baixo da direita para esquerda: "O retrato do princípio do prazer de Edward James" (1937), "Não deve ser reproduzido" (1937), "A chave para os campos" (1936), “O Império das Luzes” (1954) e "Os Amantes" (1928).


"Há um interesse no que está escondido e que o visível não nos mostra. Este interesse pode assumir a forma de um sentimento bastante intenso, uma espécie de conflito, pode-se dizer, entre o visível que está oculto e o visível que está presente."
 -  R. Maggrite


3 - "Nonsense"


Suas obrar são enigmáticas e conceituais, Rene usou como recurso composições nada usuais, assim causam o desconforto da quebra do padrão de racionalidade.



4 - Os Quadros-Palavras


O títulos das obras complementam as cenas (muitas vezes originando verdadeiros paradoxos), concebendo imagens enigmáticas que instigam a mente do observador.

O Caráter filosófico é algo essencial de Magritte e uma de suas mais notáveis contribuições.